Um dos últimos machos de Arara-Azul-grande(Anodorhynchus hyacinthinus),do Paraguai,teve um começo de vida conturbado.Desde seu nascimento,há nove anos,foi capturado por traficantes,resgatado e colocado no zoológico de Assunção,de onde tempos depois foi roubado-um crime que o transformou em celebridade,forçando os ladrões a libertá-lo.Ele está de volta ao zoológico e procura por uma companheira.A população de araras-azuis-grandes foi duramente atingida nos últimos 30 anos.Como são muito valorizadas no mercado negro,dezenas de milhares dessas aves foram retiradas ilegalmente das selvas,e seus hábitats,substítuidos por fazendas e usinas hidrelétricas.A dificuldade de encontrar uma companheira existe porque esses animais são monogâmicos.Mesmo que o par certo seja encontrado,o desafio é fazer com que o casal se reproduza.
matéria retirada da revista-Scientific American Brasil
Agosto 2011
número 111
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
quarta-feira, 8 de junho de 2011
CÓDIGO CRIMINOSO
Tombaram assassinados na semana passada os extrativistas José Cláudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo,que combatiam o desmatamento desenfreado e ilegal na região do Pará,onde moravam.Sinal dramático da derrota gradativa da causa ambientalista,que vem apanhando até no legislativo,a morte do casal ocorreu coincidentemente no mesmo dia em que deputados votaram e aprovaram o novo código florestal cujo teor,é claramente favorável aos interesses ruralistas.Os madereiros são os principais suspeitos da emboscada que vtimou José e Maria.São também os maiores beneficiários do novo código florestal que saiu da câmara.O mundo sublinhou que "destruidores da floresta" venceram mais uma vez.Em duas frentes.Eliminando adversários-tal e qual ocorreu com o lider seringueiro Chico Mendes,anos atrás-e legalizando décadas de abate ambiental.Como afronta à preocupação do planeta com a preservação do meio,o código prevê,inexplicavelmente,anistia geral e irrestrita aos devastadores da AMAZÔNIA que praticaram o crime até 2008.Uma aberração! milhares de hectares de árvores foram sistematicamente derrubados para a exploração comercial,sem nenhuma fiscalização,deixando a céu aberto amplos clarões no cinturão verde do país.O corte irresponsável e a queima de matas constituem hoje um dos maiores desastres globais e o Brasil,em vários estados lidera as estatisticas desse atentado ecológico.Um documento explosivo entregue ao governo federal por autoridades de Mato Grosso mostra que nos meses de Março e Abril-portanto às vésperas da aprovação do código-houve um aumento no ritmo de desmatamento em quase 500% sobre o mesmo periodo do ano passado.A certeza da impunidade e do perdão que viria a seguir teria levado ao quadro de tragédia.Quase em simultâneo,José e Maria faziam uma persistente campanha alertando para o problema e denunciavam que estavam sendo ameaçados de morte pela ousadia de encarar o loby madereiro.O poder constituido fechou os olhos aos dois crimes.O destino dos ambientalistas foi selado.
Politicos movidos por interesses econômicos específicos-eles mesmos proprietários de terras,como revelou
ISTO É em sua edição de número 2165-impuseram uma derrota fragorosa ao governo Dilma e com a canetada a favor do código sacramentaram a exploração desenfreada do meio ambiente.Por leniência,descaso e até mesmo conivência dos que podiam fazer alguma coisa e não fizeram,José e Maria e
milhares de árvores foram abatidos.A presidenta Dilma,irritada com o desfecho,vai brigar para reverter o
processo.Ameaçou vetar o código,exigiu o fim da anistia aos desmatadores e o estabelecimento de áreas de proteção da vegetação nativa nas propriedades rurais e nas margens de rios e encostas.Ainda há uma esperança de que as mortes de José e Maria não tenham sido em vão.
Carlos José Marques,diretor editorial
revista isto é 2168 19/6/2011
pag. 20
Politicos movidos por interesses econômicos específicos-eles mesmos proprietários de terras,como revelou
ISTO É em sua edição de número 2165-impuseram uma derrota fragorosa ao governo Dilma e com a canetada a favor do código sacramentaram a exploração desenfreada do meio ambiente.Por leniência,descaso e até mesmo conivência dos que podiam fazer alguma coisa e não fizeram,José e Maria e
milhares de árvores foram abatidos.A presidenta Dilma,irritada com o desfecho,vai brigar para reverter o
processo.Ameaçou vetar o código,exigiu o fim da anistia aos desmatadores e o estabelecimento de áreas de proteção da vegetação nativa nas propriedades rurais e nas margens de rios e encostas.Ainda há uma esperança de que as mortes de José e Maria não tenham sido em vão.
Carlos José Marques,diretor editorial
revista isto é 2168 19/6/2011
pag. 20
quarta-feira, 11 de maio de 2011
O MAR MORTO CONSEGUIRÁ SOBREVIVER?
A IRRIGAÇÃO E A MINERAÇÃO ESTÃO LEVANDO O LAGO SALGADO A SECAR,MAS
JUNTOS,ISRAEL,JORDÂNIA E A PALESTINA PODEM MUDAR ESSA SITUAÇÃO.
O mar Morto é um ambiente misterioso,a superfície mais baixa da terra,suposta localização de sodoma e
Gomorra,provável fonte de águas curativas e,apesar de seu nome,um tesouro raro de vida microbiana diversa.
Mas seu destino não é outra coisa senão uma incerteza.Após séculos de estabilidade-devido a um delicado
equilíbrio entre o suprimento de água doce fornecida pelo rio Jordão e a evaporação sob o sol implacável do
Oriente Médio-o lago está desaparecendo.
Jordanianos a leste,Israelenses a oeste e Sírios e Libaneses ao norte vêm extraindo tanta água doce da bacia
hidrográfica do rio Jordão que quase nada mais alcança o mar.Israel e Jordânia também retiram com sifão a
água do lago para explorar minerais valiosos,acelerando se declínio.Milhares de perfurações se formaram no
rastro desse recuo do mar,reduzindo o turismo e o desenvolvimento ao longo das margens,porque ninguém
pode prever onde o próximo sumidouro repentinamente se abrirá,com potencial para engolir prédios,estradas e
pessoas.
Preocupados com a perda de um valioso recurso natural e cultural,equipes de Israel,Jordânia e Palestina propuseram um enorme sistema de transporte que abasteceria constantemente o Mar Morto com água do
Mar Vermelho,localizado ao Sul.Cientistas analisam como a mistura dessas águas pode afetar a química e a
biologia do lago ou se o fluxo poderia tornar vermelho o que hoje é turquesa.Políticos estudam se alguma das nações deseja financiar essa possibilidade de salvação de US$ 10 bilhões,já que ambientalistas se opõem a esse projeto faraônico.E os governos que têm o domínio de outros corpos salinos,incluindo o mar
de Aral,o mar Cáspio e o grande lago salgado,de Utah,se interessam por lições que possam aplicar a seu
próprio desenvolvimento futuro.Faça um passeio pelo mar moribundo e conheça os esforços para trazê-lo
de volta à vida.
Em Síntese:
O Mar Morto,a 424 metros abaixo do nível do mar,vem baixando seu nível à razão de 1 metro por ano,pois
as águas que o abasteciam estão sendo usadas para irrigação.Além disso,a água do lago é evaporada para
extração de minerais.A mineração deixa milhares de perfurações porque o recuo da água salgada subterrânea faz com que o solo ceda.Um sistema de 180 km de tubulações poderia fornecer água salgada do mar Vermelho para ressucitar o Mar Morto.Cientistas vêm estudando como a mistura dessas águas pode afetar a vida marinha.
Matéria retirada da revista Scientific American Brasil
Maio/2011
Pg. 66
Ano 9 nº 108
Texto e Fotos por Eitan Haddok
JUNTOS,ISRAEL,JORDÂNIA E A PALESTINA PODEM MUDAR ESSA SITUAÇÃO.
O mar Morto é um ambiente misterioso,a superfície mais baixa da terra,suposta localização de sodoma e
Gomorra,provável fonte de águas curativas e,apesar de seu nome,um tesouro raro de vida microbiana diversa.
Mas seu destino não é outra coisa senão uma incerteza.Após séculos de estabilidade-devido a um delicado
equilíbrio entre o suprimento de água doce fornecida pelo rio Jordão e a evaporação sob o sol implacável do
Oriente Médio-o lago está desaparecendo.
Jordanianos a leste,Israelenses a oeste e Sírios e Libaneses ao norte vêm extraindo tanta água doce da bacia
hidrográfica do rio Jordão que quase nada mais alcança o mar.Israel e Jordânia também retiram com sifão a
água do lago para explorar minerais valiosos,acelerando se declínio.Milhares de perfurações se formaram no
rastro desse recuo do mar,reduzindo o turismo e o desenvolvimento ao longo das margens,porque ninguém
pode prever onde o próximo sumidouro repentinamente se abrirá,com potencial para engolir prédios,estradas e
pessoas.
Preocupados com a perda de um valioso recurso natural e cultural,equipes de Israel,Jordânia e Palestina propuseram um enorme sistema de transporte que abasteceria constantemente o Mar Morto com água do
Mar Vermelho,localizado ao Sul.Cientistas analisam como a mistura dessas águas pode afetar a química e a
biologia do lago ou se o fluxo poderia tornar vermelho o que hoje é turquesa.Políticos estudam se alguma das nações deseja financiar essa possibilidade de salvação de US$ 10 bilhões,já que ambientalistas se opõem a esse projeto faraônico.E os governos que têm o domínio de outros corpos salinos,incluindo o mar
de Aral,o mar Cáspio e o grande lago salgado,de Utah,se interessam por lições que possam aplicar a seu
próprio desenvolvimento futuro.Faça um passeio pelo mar moribundo e conheça os esforços para trazê-lo
de volta à vida.
Em Síntese:
O Mar Morto,a 424 metros abaixo do nível do mar,vem baixando seu nível à razão de 1 metro por ano,pois
as águas que o abasteciam estão sendo usadas para irrigação.Além disso,a água do lago é evaporada para
extração de minerais.A mineração deixa milhares de perfurações porque o recuo da água salgada subterrânea faz com que o solo ceda.Um sistema de 180 km de tubulações poderia fornecer água salgada do mar Vermelho para ressucitar o Mar Morto.Cientistas vêm estudando como a mistura dessas águas pode afetar a vida marinha.
Matéria retirada da revista Scientific American Brasil
Maio/2011
Pg. 66
Ano 9 nº 108
Texto e Fotos por Eitan Haddok
quarta-feira, 4 de maio de 2011
POLICIA AMBIENTAL DE CAICÓ PARTICIPA DAS COMEMORAÇÕES DO DIA DO TRABALHO
Foi realizado neste domingo 1º de Maio no Sesc/Caicó as comemorações ao dia do trabalhador com a participação do 2º pelotão de policia ambiental de Caicó(CIPAM)com um stand com animais representativos da nossa fauna,alguns vivos e outros taxidermizados(empalhados).
segunda-feira, 2 de maio de 2011
terça-feira, 26 de abril de 2011
AÇUDE CAMPOS I TEM SUA PAREDE ROMPIDA.
Na noite desta segunda-feira dia 25-04-2011,o açude campos 1 teve a sua parede destruida com a chuva de ontem de 35mm A parede do referido açude ficou com a passagem em sua parede interrompida devido a grande cratera que foi aberta.Na madrugada desta terça-feira dois trabalhadores do Sr. Nilo que viam trabalhar na fazenda cairam nesta cratera graças a Deus sem ferimentos graves.
sábado, 23 de abril de 2011
ESTAÇÃO ECOLÓGICA DO SERIDÓ
A Estação Ecológica do Seridó teve origem a partir da compra de uma parte da Fazenda Solidão no munícipio de Serra Negra do Norte,que pertencia ao ex senador Dinarte Mariz.A aquisição foi feita em 31 de Maio de 1982,pela secretaria Especial de Meio Ambiente-SEMA,responsável na epóca pela política ambiental do país.Através do decreto 87.222,a microrregião do Seridó,ganhava uma Estação Ecológica,com área de 1.166,38 ha.A administração da Estação nos primeiros anos ficou a cargo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte -UFRN,que através de convênio com a SEMA,objetivava usar a área para pesquísas básicas,aplicadas e comparadas de ecologia e educação ambiental.
Os primeiros anos foram marcados pela luta dos servidores e pesquisadores para fazer com que o local ganhasse as características de Estação Ecológica,já que a área fazia parte de uma fazenda com criações diversas.Em 1986 a Esec passou a ser administrada por técnicos da SEMA,que implementaram,além das pesquisas,atividades agroecológicas e educativas.Ainda nesse periodo,em função das pesquisas realizadas,
surgiu o interesse dos servidores e pesquisadores de se implantar um espaço para armazenar as amostras coletadas,animais mortos nas estradas e materiais apreendidos pela fiscalização oriundos de caça predatória.
Assim surgiu o Museu de História Natural do Seridó.Em 1990 quando o ibama foi criado, a Esec do Seridó
já estava definitivamente implantada.Em 1996 a estação foi inserida no Programa Nacional de Meio Ambiente-PNMA,em função da necessidade de suprir as dificuldades financeiras para a manutenção
da unidade de conservação.
Os primeiros anos foram marcados pela luta dos servidores e pesquisadores para fazer com que o local ganhasse as características de Estação Ecológica,já que a área fazia parte de uma fazenda com criações diversas.Em 1986 a Esec passou a ser administrada por técnicos da SEMA,que implementaram,além das pesquisas,atividades agroecológicas e educativas.Ainda nesse periodo,em função das pesquisas realizadas,
surgiu o interesse dos servidores e pesquisadores de se implantar um espaço para armazenar as amostras coletadas,animais mortos nas estradas e materiais apreendidos pela fiscalização oriundos de caça predatória.
Assim surgiu o Museu de História Natural do Seridó.Em 1990 quando o ibama foi criado, a Esec do Seridó
já estava definitivamente implantada.Em 1996 a estação foi inserida no Programa Nacional de Meio Ambiente-PNMA,em função da necessidade de suprir as dificuldades financeiras para a manutenção
da unidade de conservação.
Assinar:
Postagens (Atom)